A GUERRA INVISÍVEL
- Danielle Neves
- 13 de jun.
- 2 min de leitura
As guerras mais determinantes raramente fazem barulho, são aquelas que ninguém vê.
Elas não começam nos acontecimentos, começam na MENTE.
Em pensamentos repetitivos,em diálogos internos silenciosos. Na tentativa constante de permanecer forte enquanto algo por dentro pede cuidado e atenção.
Essas batalhas não deixam marcas visíveis, mesmo assim afetam tudo: a forma como você descansa, como se relaciona, como se vê e até como interpreta Deus.
Muitas pessoas continuam funcionando enquanto se desfazem internamente.
Sorriem.
Produzem.
Cumprem responsabilidades.
Mas vivem em estado contínuo de tensão emocional.
A mente cansada aprende a sobreviver antes mesmo de aprender a descansar, o conflito deixa de parecer um momento e passa a parecer identidade.
É possível amar a Deus e ainda assim lutar consigo mesmo. Não por falta de fé, mas porque a mente é o principal campo de batalha.
Existe uma diferença entre uma vida em guerra e uma mente governada pela guerra.
Quando o conflito interno não é reconhecido, ele se organiza em silêncio,pensamentos começam a assumir autoridade, a auto cobrança passa a parecer maturidade. O excesso de vigilância emocional parece força e faz com quem o cansaço se torna permanente.
Nem toda prisão possui grades. Algumas possuem padrões.
A guerra invisível ganha força quando tudo permanece sem nome. Mas aquilo que é trazido à consciência começa a perder domínio.
Por isso, reconhecer a batalha não é fraqueza. É o início do discernimento.
Porque a mente não permanece neutra por muito tempo. Ou ela é conduzida pela verdade, ou será moldada pelo que se repete dentro dela.
E toda guerra ignorada,
mais cedo ou mais tarde,
começa a governar quem a carrega.
Porque aquilo que não é confrontado, passa a ser aceito como verdade.
E quando a mente é moldada por padrões repetidos por tempo demais,
a dor deixa de parecer um acontecimento
e começa a parecer quem você é.
Existe alguma guerra silenciosa que você já não percebe mais porque aprendeu a chamá-la de personalidade?


Comentários